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Léo Zardo
Florianópolis, Brazil
Geração Y - The Now Generation. Blogueiro, geek, gleek, otaku, sneaker freaker e metido a publicitário. Cursando a 7ª fase de Publicidade e Propaganda. Oficialmente diretor de arte, mas "diretor de texto" nas horas vagas.
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Death Note

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Nasce uma palavra

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009 - - 3 Comments

Ano novo, palavra nova. Não, este não será um post sobre ano novo. Se você gosta destas datas tão especiais, basta ligar a televisão ou entrar em uma loja qualquer para ser soterrado pelo clima natalino. Mas, este não é o assunto do post. Vamos ao que interessa. Todo ano o dicionário Oxford elege a "palavra do ano" e, em 2009, o termo escolhido foi unfriend. Significa deixar de ser amigo de alguém em alguma rede social. Aliás, isso é o que mais fazemos hoje em dia. Não estou querendo dizer que você vive "unfriendizando" por aí, mas é fato que os laços que criamos com amigos virtuais são extremamente superficiais. Vão desde do "pode contar comigo pra sempre" até ao "quero casar com você". E com o passar do tempo, as promessas de amor eterno viram... unfriend.


Pra quem se amarra em tênis

domingo, 22 de novembro de 2009 - - 8 Comments

Sabe esses dias, que acorda preocupado? Você se amarra em tênis, mas tem que usar sapato. Eu me amarro em tênis.

Amarro-me, apesar de não aguentar mais recortá-los no Photoshop. Tudo começou com uma ideia, polida pelo Palermo. Depois um slogan em 3D, que demorou 130 horas para salvar o arquivo. Com sorte, o computador não explodiu. Nossos modeletes Raul, Eduardo, Roberta e Stéfani foram fotografados. E ainda bem que o Diego Moreau nos impediu de fazer um roteiro que mais parecia comercial da década de 40. Mas as peças ainda não estavam encaixadas. Começaram a se encaixar só quando Kelly Veiga virou minha dupla de TI. Aliás, Kelly foi umas das melhores coisas que me aconteceu. Ainda tive que compor e cantar o jingle. Além de planejar a mídia. Resumindo, deu trabalho. Depois de apresentar tenso e ouvir os elogios confortantes da banca, meu último TI acabou. O resultado? Está aí:

(Equipe: Leonardo Zardo, Mariana Madeira, Mayara Santos, Rejane Marques.)


20 dias e 20 noites

sábado, 7 de novembro de 2009 - - 2 Comments

Um mês sem postar. Não! O Thats Not My World não está abandonado, pois eu pensei todos em todos estes dias: putz, mais um dia sem postar. Mas agora aquele-trabalho-que-não-deve-ser-nomeado acabou. Vida normal, aqui vou eu. Peças e agradecimentos em breve. Por enquanto, boa noite.

A mosca e a sopa

segunda-feira, 12 de outubro de 2009 - - 7 Comments

Fato: a mosca pousou na sopa.

Como Stephenie Meyer, autora de Crepúsculo, escreveria isto:
"Ao pousar na superfície quente, a mosca teve certeza que aquela era a sopa da sua vida e que ficaria ali para sempre."


Como Dan Brown, autor de O Código da Vinci, escreveria isto:
"A mosca pousando na sopa representava o sagrado, na Mesopotâmia."


Como J.R.R. Tolkien, autor de O Senhor dos Anéis, escreveria isto:
"A sopa era esverdeada. Sua cor lembrava a de como um orc ficava depois de comer um bisão assado. A temperatura do líquido estava alta, mas nem se comparava ao calor dos vulcões do Noroeste. Aos poucos a pequena mosca Voadeira (filha de Voateira e neta de Voaleira), pousara suas pequenas patas na sopa."


Como J.K. Rowling, autora de Harry Potter, escreveria isto:
"E a profecia se cumpria: a 9ª parte da alma de Voldemort acabara de pousar naquele líquido quente."


Como Machado de Assis, autor de Dom Casmurro, escreveria isto:
"Não era a primeira sopa que a mosca pousara naquele dia."


Bonus: como o narrador da Sessão da Tarde diria isto:
"Uma mosca que é o bicho vai pousar em uma sopa que é pura ferveção. E agora, essa duplinha vai aprontar as maiores confusões!"

New Season

segunda-feira, 28 de setembro de 2009 - - 9 Comments

Setembro é o mês das novas temporadas das séries enlatadas que tanto gosto. Vou começar dando prioridade aos debilitados, falando da 4ª temporada de Heroes. Além de mim, umas 9 pessoas no mundo ainda acompanham a série.

Heroes - 4ª Temporada


"A série é um drama épico que mostra as vidas de pessoas comuns que descobrem que possuem habilidades extraordinárias."

A 1ª temporada foi ótima, mas a partir da 2ª o nível caiu muito. Eu nem sei porque continuo assistindo. Mas, uma das melhores frases que já ouvi em séries foi dita em Heroes. Angela Petrelli estava no fundo do poço, quando encontra com uma "amiga" na rua. Ela diz: "Oh, Angela! O que aconteceu com você? Parece que você foi assaltada e a primeira coisa que roubaram foi a sua dignidade". Guardarei essa frase comigo para sempre.


Fringe - 2ª Temporada

Uma versão melhorada de Arquivo X, Fringe trata sobre a "ciência de borda": teletransporte, mutação, universos paralelos, telecinese, telepatia e muitos outros fenômenos bizarros. A história é tão bem construída e tão bem explicada, que faz você acreditar que tudo isso pode acontecer de verdadade. Fringe é imperdível para que gosta de ficção-científica. E é de JJ Abrams, um dos criadores de Lost.


Glee - 1ª Temporada


"Glee gira em torno de um professor chamado Will Schuester, que quer recuperar o coral do colégio fazendo com que os seus integrantes, um bando de “excluídos”, acreditem no seu próprio potencial. Glee é uma comédia musical adolescente mais ou menos no estilo de High School Musical (mas muito mais adulta e bem-humorada)."

Essa série é ótima, já viciei com apenas 4 capítulos. Uma cena impagável acontece no 4ª episódio, quando o time de futebol do colégio precisa dançar Single Ladies para ganhar o jogo.


Outra cena ótima é a que escalam Mercedes para ser backvocal.



FlashForward - 1ª Temporada


"O agente do FBI Mark Banford tenta entender o que aconteceu no mundo depois que todos os habitantes do planeta ficaram inconscientes por exatos 2 minutos e 17 segundos. Grande parte da população morreu durante o incidente devido a aviões, trens e carros desgovernados. Enquanto isso, aqueles que sobreviveram tiveram visões que mostram onde e o que estarão fazendo na mesma data seis meses no futuro."

Com apenas 1 capítulo, é difícil tirar conclusões da série. Mas, a história promete. O estilo e o enredo são parecidos com os de Lost.

UPDATE: dica do Sergix, há um easter egg no 1º capítulo. É visível que eles querem atrair o público de Lost para a série. Aparece um outdoor da Oceanic Air (companhia aérea de Lost) em umas das cenas:



Isso explica muita coisa

quarta-feira, 16 de setembro de 2009 - - 7 Comments

Era uma sexta-feira chuvosa. Todos faziam contagem regressiva para o fim de semana. Ella era uma profissional de atendimento (ela gostava de usar a palavra profissional) e trabalhava em uma agência no centro da cidade. Apesar de não estar no auge da carreira, a jovem Ella já sentia-se confortável com seu cargo. Seu celular sempre ficava desligado, com a desculpa do fora de área. No fim da tarde, Ella dirigiu-se até a recepção e pediu à secretária para ligar para uma cliente com qual havia marcado reunião: "Diga que estou no congestionamento e não poderei ir. E pergunte se podemos marcar para segunda-feira. Diga que estou presa no trânsito, invente um bairro para dizer que estou engarrafada". Ella falava alto, como se tivesse orgulho de tramar aquilo. Além da secretária, um garoto que esperava para uma entrevista de estágio presenciou toda a cena e, ao contrário de Ella, ele ficou com vergonha de fazer parte daquele cenário.

TPP: Tensão Pós-Postagem

terça-feira, 8 de setembro de 2009 - - 11 Comments

Você conhece ou já ouviu falar da TPP? A Tensão Pós-Postagem apresenta-se, predominantemente, em blogueiros com altos índices de ansiedade. O psiquiatra Sidmann Fred, 43, explica que "ao postar, o blogueiro entra em um lapso compulsivo, que o torna obsessivo em acessar o próprio blog". O blogueiro Leonardo Zardo, 19, diz que "depois de postar, para revisar seu texto e checar novos comentários, já chegou a atualizar a página a cada 5 segundos, durante 13 dias". Os números são surpreendentes, mas já há no mercado remédios para quem é vítima da TPP? O sociólogo Carlos Marco, 75, acha que "não haverá lucro da indústria farmacêutica com o desenvolvimento de tais remédios, pois considera que poucas pessoas apresentam o distúrbio". Já a matemática e publicitária Olivianni Pit, 33, observa que "se, com mais de 1 bilhão de blogs no mundo, 10% dos blogueiros tenham a doença, haverá um grande público para consumir o medicamento". Será uma nova esperança para quem é portador da doença? A cura está próxima? Segundo especialistas, por enquanto, um acompanhamento psiquiátrico é o mais indicado.

Superflat

segunda-feira, 31 de agosto de 2009 - - 9 Comments

Superflat é um movimento artístico pós-modernista e foi criado por Takashi Murakami. Seu universo está intimamente ligado ao dos animês e mangás japoneses.


O Superflat faz crítica à estética infantilizada (e superficial) da cultura de massa do Japão pós-guerra. O ataque das bombas atômicas e a "invasão" estadunidense contribuíram para o surgimento de uma mentalidade coletiva infantilizada no país.


O Superflat não surge como uma arte de protesto, mas de crítica à posição de vítima. Seu objetivo não é entrar em atrito com o público e sim, agradá-lo e vender. Por isso, esteticamente, segue os mesmos princípios de infantilização da cultura pop. Os artistas Superflat inspiram-se na própria cultura de massa que eles fazem parte, mas com um viés crítico e destrutivo.


Em 2003, Takashi Murakami fez uma parceria com a grife Louis Vuitton e criou o filme "Superflat Monogram".



Em 2009, para comemorar os 6 anos de parceria com a Louis Vuitton, Murakami criou o filme "Superflat First Love".



Murakami também fez parcerias com Kanye West, criando a arte do álbum Graduation e dirigindo o vídeo da música Good Morning (clique aqui para ver no YouTube).


Na animação, autores como Satoshi Kon (do filme Paprika) e Hideaki Anno (de Neon Genesis Evangelion) declaram em suas obras os princípios do Superflat. Mas, isso já é assunto para posts futuros.


Mais informações sobre o Superflat e Takashi Murakami podem ser encontradas no site da sua empresa, a Kaikai Kiki.

Criar para rádio é o máximo

sexta-feira, 21 de agosto de 2009 - - 10 Comments

Descobri que criar para rádio é o máximo só na 6ª fase. Até então, criar spots era algo chato e que, geralmente, era uma adaptação do roteiro de TV da campanha. O preconceito com o rádio reinava meu ser. Além disso, produzir um spot ou jingle me parecia ser um bicho de sete (mil) cabeças. O vídeo abaixo é o primeiro job da aula de Produção Eletrônica em Rádio I, da professora Luciana Manfroi.

Briefing:
A cola instantânea Superbonder está enfrentando a entrada de uma cola concorrente no mercado: a Tribonder. Ficou provado em testes de resistência que a Superbonder mantém por mais tempo a superfície colada. Ou seja: a da concorrente não dura tanto tempo. O cliente pensou em fazer uma análise comparativa das duas, mas acabou mudando de estratégia. Decidiu não citar e nem mencionar que existe uma concorrente, pois esta não está anunciando e não aparece na mídia. A estratégia então é posicionar a Superbonder como única, original, a que cola de verdade. Quando o consumidor chegar para comprar cola instantânea, verá a nossa marca e a da concorrente, e ele tem que ter bem em mente que a nossa é a que cola. O resto não é confiável.



Ficha Técnica
Cliente: Superbonder
Peças: Teaser 5'' e Spot 30''
Equipe: Leonardo Zardo, Mariana Madeira, Mayara Santos e Rejane Marques
Vozes: Rachel Martins (Vera Lúcia) e Leonardo Zardo (narração e Aurélio)
Operador de áudio: Gabriel